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Um mês após chuvas, moradores de Juiz de Fora ainda precisam de ajuda

Tatiana Alves - reporter da Radio Nacional by Tatiana Alves - reporter da Radio Nacional
23 de março de 2026
in Ultimas Noticias, Uncategorized
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Um mês após chuvas, moradores de Juiz de Fora ainda precisam de ajuda

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“No que eu ia entrar aqui para poder pegar uns documentos, aí minha irmã falou assim: ‘não entra não, Gilvan’. Aí me segurou, não entrei. Na hora que eu pensei em entrar, que eu dei dois passos, desceu tudo com lama lá de cima lá, arrebentou tudo aí”.

Essa é a situação pela qual Gilvan Leal, de 55 anos, da comunidade Três Moinhos, passou na noite de 23 de fevereiro, na cidade de Juiz de Fora, Zona da Mata mineira. Ele mora no local desde que nasceu e trabalha fazendo bicos de pedreiro.

Gilvan conta que está dormindo na garagem, que está praticamente descoberta, e que teve o carro danificado. Com um problema no coração que o impossibilita de fazer esforços, continua fazendo alguns trabalhos pontuais. A questão mais urgente pra ele é a casa, que está inabitável e pode cair a qualquer momento.

“Eu não quero nem dinheiro deles não, que vai me dar  R$ 700, vai me dar R$ 1.200. Eu só quero uma solução para chegar, vem a máquina, derruba esse troço aqui que eu vou fazer meu barraco e vou continuar minha casa. É isso que eu quero”.

Um mês depois das chuvas que arrasaram a Zona da Mata mineira, em Juiz de Fora, a mais atingida das cidades, muitas pessoas ainda precisam de ajuda. Segundo a prefeitura, há cerca de 8 mil desabrigados, e 65 pessoas morreram.

Juiz de Fora é o quinto município do país que mais registra desastres naturais, segundo dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), além de estar entre as cidades com maior população residente em áreas de risco. O volume das chuvas que atingiram a cidade foi considerado extremo, equivalente a cerca de um terço da média esperada para o mês de dezembro.

Outra família moradora de Três Moinhos é a da feirante Kasciany Pozzi, que ainda não conseguiu voltar para sua rotina e permanece num cenário de incerteza. Além de perder um tio, teve sua casa interditada pelo risco de desabamento. Kasciany trabalha com venda de cana-de-açúcar e, devido aos alagamentos, perdeu a maior parte da sua produção. Além disso, a Kombi que usa para fazer os deslocamentos está atolada.

“Muita cana jogada fora. Não só perdas materiais, mas perda financeira, que é o único ganho que a gente tem, são as canas. Então, o caminhão não consegue sair, a kombi está atolada. Então é a renda que a gente tem, agora a gente está sem renda nenhuma porque a prefeitura não libera a rua. Então tem que liberar a rua para os carros . Como é que o caminhão vai sair, voando?”

Na noite daquele 23 de fevereiro, a família da aposentada Maria da Conceição Couto Almeida, 62 anos, moradora da comunidade Jardim Parque Burnier, deixou a casa no bairro, em Juiz de Fora. A vida antes da tragédia era tranquila; agora, a sensação é de perda, angústia e muita incerteza sobre o que vem pela frente.

“A gente nunca ficou sabendo que aqui era área de alto risco. E agora, de repente, fala que é área de alto risco, vem demandando a gente sair assim, sair com a roupa do corpo. A moça que mora por cima da minha casa saiu porque está toda trincada a casa dela. Quer dizer, se a dela cair, põe a minha em risco. Então por isso que a gente teve que sair e estamos aguardando aqui para fazer nova avaliação, se vai ter que sair mesmo, o que que vai ser feito da vida da gente”.

Todos os moradores entrevistados contam que ainda têm dúvidas sobre quais ações serão tomadas pelas autoridades. Eles questionam algumas decisões da Defesa Civil e dizem que não receberam orientações claras sobre os próximos passos.

O município de Matias Barbosa foi outra cidade da Zona da Mata mineira atingida pelas fortes chuvas registradas no mês de fevereiro.

Em nota, o Governo Federal ressaltou que foi decretado estado de calamidade pública para os municípios de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá e que, após 10 dias, a classificação foi reavaliada e rebaixada para situação de emergência, conforme critérios técnicos. A nota destacou o trabalho do Gabinete de Crise instalado na Prefeitura de Juiz de Fora para garantir que os atingidos não fossem prejudicados, especialmente no acesso ao auxílio federal estimado em cerca de R$ 7.300. Ainda de acordo com a nota, a prefeitura de Juiz de Fora elabora um projeto de lei que prevê um auxílio financeiro municipal para moradores e comerciantes atingidos.

A Prefeitura de Matias Barbosa informou que segue empenhada na busca por novos recursos e na implementação de ações que possibilitem a rápida normalização da vida no município. A nota afirma que visitas técnicas realizadas com representantes do Ministério das Cidades identificaram as intervenções necessárias para a prevenção de novos alagamentos.

A Prefeitura de Juiz de Fora e o Governo do Estado de Minas Gerais foram procurados, mas não responderam até o fechamento da reportagem.

“No que eu ia entrar aqui para poder pegar uns documentos, aí minha irmã falou assim: ‘não entra não, Gilvan’. Aí me segurou, não entrei. Na hora que eu pensei em entrar, que eu dei dois passos, desceu tudo com lama lá de cima lá, arrebentou tudo aí”.

Essa é a situação pela qual Gilvan Leal, de 55 anos, da comunidade Três Moinhos, passou na noite de 23 de fevereiro, na cidade de Juiz de Fora, Zona da Mata mineira. Ele mora no local desde que nasceu e trabalha fazendo bicos de pedreiro.

Gilvan conta que está dormindo na garagem, que está praticamente descoberta, e que teve o carro danificado. Com um problema no coração que o impossibilita de fazer esforços, continua fazendo alguns trabalhos pontuais. A questão mais urgente pra ele é a casa, que está inabitável e pode cair a qualquer momento.

“Eu não quero nem dinheiro deles não, que vai me dar  R$ 700, vai me dar R$ 1.200. Eu só quero uma solução para chegar, vem a máquina, derruba esse troço aqui que eu vou fazer meu barraco e vou continuar minha casa. É isso que eu quero”.

Um mês depois das chuvas que arrasaram a Zona da Mata mineira, em Juiz de Fora, a mais atingida das cidades, muitas pessoas ainda precisam de ajuda. Segundo a prefeitura, há cerca de 8 mil desabrigados, e 65 pessoas morreram.

Juiz de Fora é o quinto município do país que mais registra desastres naturais, segundo dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), além de estar entre as cidades com maior população residente em áreas de risco. O volume das chuvas que atingiram a cidade foi considerado extremo, equivalente a cerca de um terço da média esperada para o mês de dezembro.

Outra família moradora de Três Moinhos é a da feirante Kasciany Pozzi, que ainda não conseguiu voltar para sua rotina e permanece num cenário de incerteza. Além de perder um tio, teve sua casa interditada pelo risco de desabamento. Kasciany trabalha com venda de cana-de-açúcar e, devido aos alagamentos, perdeu a maior parte da sua produção. Além disso, a Kombi que usa para fazer os deslocamentos está atolada.

“Muita cana jogada fora. Não só perdas materiais, mas perda financeira, que é o único ganho que a gente tem, são as canas. Então, o caminhão não consegue sair, a kombi está atolada. Então é a renda que a gente tem, agora a gente está sem renda nenhuma porque a prefeitura não libera a rua. Então tem que liberar a rua para os carros . Como é que o caminhão vai sair, voando?”

Na noite daquele 23 de fevereiro, a família da aposentada Maria da Conceição Couto Almeida, 62 anos, moradora da comunidade Jardim Parque Burnier, deixou a casa no bairro, em Juiz de Fora. A vida antes da tragédia era tranquila; agora, a sensação é de perda, angústia e muita incerteza sobre o que vem pela frente.

“A gente nunca ficou sabendo que aqui era área de alto risco. E agora, de repente, fala que é área de alto risco, vem demandando a gente sair assim, sair com a roupa do corpo. A moça que mora por cima da minha casa saiu porque está toda trincada a casa dela. Quer dizer, se a dela cair, põe a minha em risco. Então por isso que a gente teve que sair e estamos aguardando aqui para fazer nova avaliação, se vai ter que sair mesmo, o que que vai ser feito da vida da gente”.

Todos os moradores entrevistados contam que ainda têm dúvidas sobre quais ações serão tomadas pelas autoridades. Eles questionam algumas decisões da Defesa Civil e dizem que não receberam orientações claras sobre os próximos passos.

O município de Matias Barbosa foi outra cidade da Zona da Mata mineira atingida pelas fortes chuvas registradas no mês de fevereiro.

Em nota, o Governo Federal ressaltou que foi decretado estado de calamidade pública para os municípios de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá e que, após 10 dias, a classificação foi reavaliada e rebaixada para situação de emergência, conforme critérios técnicos. A nota destacou o trabalho do Gabinete de Crise instalado na Prefeitura de Juiz de Fora para garantir que os atingidos não fossem prejudicados, especialmente no acesso ao auxílio federal estimado em cerca de R$ 7.300. Ainda de acordo com a nota, a prefeitura de Juiz de Fora elabora um projeto de lei que prevê um auxílio financeiro municipal para moradores e comerciantes atingidos.

A Prefeitura de Matias Barbosa informou que segue empenhada na busca por novos recursos e na implementação de ações que possibilitem a rápida normalização da vida no município. A nota afirma que visitas técnicas realizadas com representantes do Ministério das Cidades identificaram as intervenções necessárias para a prevenção de novos alagamentos.

A Prefeitura de Juiz de Fora e o Governo do Estado de Minas Gerais foram procurados, mas não responderam até o fechamento da reportagem.

Tatiana Alves - reporter da Radio Nacional

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