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PCC atingiu estágio de máfia, diz promotor em CPI do Crime Organizado

Priscilla Mazenotti - reporter da Radio Nacional by Priscilla Mazenotti - reporter da Radio Nacional
25 de novembro de 2025
in Ultimas Noticias, Uncategorized
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PCC atingiu estágio de máfia, diz promotor em CPI do Crime Organizado

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Integrante do Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo, o promotor Lincoln Gakiya deixou bem claro: o PCC já atingiu um estágio mafioso. E ele sabe do que está falando. Gakiya combate o PCC há mais de 20 anos. Há uma década está jurado de morte e só anda com escolta policial. Ele esteve na CPI do Crime Organizado do Senado nesta terça-feira (25).

“O PCC hoje está presente em todos os estados da federação e mais aqui o Distrito Federal. Está presente em 28 países e é a organização criminosa que mais cresce no mundo hoje. Com estreitos laços com organizações criminosas europeias, por exemplo, as máfias italianas, sobretudo a ‘Ndrangheta e a Camorra. Mas também com outras organizações criminosas europeias. Eu falo aí máfias da Sérvia, dos Balcãs, da África.”

Segundo o promotor, o PCC é diferente porque já atingiu uma evolução na lavagem de dinheiro. E esse esquema gera uma arrecadação de R$12 bilhões por ano. É um esquema sofisticado, entranhado em todos os setores da sociedade, diz Gakiya.

“É preciso entender que o crime organizado mudou. Como eu disse, não é mais aquele do Código da quadrilha ou bando, de 1940, nosso Código Penal. Não é mais o mesmo de 2013, da Lei de Organizações Criminosas; hoje ele está ultra sofisticado. A gente está lavando em lavagem utilizando fundos de investimentos, utilizando fintechs, utilizando criptoativos, moedas etc.”

E, Lincoln Gakiya, ainda complementou dizendo que é a falta de cooperação e de integração que engessam as operações policiais, sem contar a polarização política, que prejudica as forças-tarefas. O promotor afirmou que o problema não é a falta de leis, mas de operacionalização delas.

“A gente precisa entender que a mera alteração legislativa vai fornecer ferramentas, mas não nos dirá como vamos fazer, quem vai fazer. E me parece que a polarização política que tomou conta desse país, infelizmente, acaba prejudicando ainda mais essa integração.”

O Gakiya ainda defendeu o aumento de penas previsto no PL Antifacção e a criação de uma Autoridade Nacional Antimáfia.

Depois dele, foi a vez do diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada, que falou do trabalho de combate ao crime organizado na PF. E tentou fazer um raio-x do crime no Rio. Segundo ele, além de todos os problemas, ainda tem a questão de policiais infiltrados por lá.

“O problema do Rio de Janeiro é demanda. De cada mil fuzis, 900 vão para o Rio de Janeiro porque a questão é demanda. São várias organizações criminosas sobrepostas em atuação: contravenção pesadíssima, milícias, facções e o que o poder financeiro delas faz, de uma forma muito forte, especialmente ali, é infiltração nas forças policiais. É uma tragédia que, em qualquer operação que a gente faça, que aprofunde um pouco, a gente esbarre nessa situação.”

Ao contrário do promotor Gakiya, o diretor da PF Leandro Almada, disse que o principal problema, no Rio de Janeiro, é a contravenção. No qual há o envolvimento de autoridades, políticos e está em vários setores, como o Carnaval. E essa é uma questão que precisa ser enfrentada, enfatizou Almada.

Integrante do Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo, o promotor Lincoln Gakiya deixou bem claro: o PCC já atingiu um estágio mafioso. E ele sabe do que está falando. Gakiya combate o PCC há mais de 20 anos. Há uma década está jurado de morte e só anda com escolta policial. Ele esteve na CPI do Crime Organizado do Senado nesta terça-feira (25).

“O PCC hoje está presente em todos os estados da federação e mais aqui o Distrito Federal. Está presente em 28 países e é a organização criminosa que mais cresce no mundo hoje. Com estreitos laços com organizações criminosas europeias, por exemplo, as máfias italianas, sobretudo a ‘Ndrangheta e a Camorra. Mas também com outras organizações criminosas europeias. Eu falo aí máfias da Sérvia, dos Balcãs, da África.”

Segundo o promotor, o PCC é diferente porque já atingiu uma evolução na lavagem de dinheiro. E esse esquema gera uma arrecadação de R$12 bilhões por ano. É um esquema sofisticado, entranhado em todos os setores da sociedade, diz Gakiya.

“É preciso entender que o crime organizado mudou. Como eu disse, não é mais aquele do Código da quadrilha ou bando, de 1940, nosso Código Penal. Não é mais o mesmo de 2013, da Lei de Organizações Criminosas; hoje ele está ultra sofisticado. A gente está lavando em lavagem utilizando fundos de investimentos, utilizando fintechs, utilizando criptoativos, moedas etc.”

E, Lincoln Gakiya, ainda complementou dizendo que é a falta de cooperação e de integração que engessam as operações policiais, sem contar a polarização política, que prejudica as forças-tarefas. O promotor afirmou que o problema não é a falta de leis, mas de operacionalização delas.

“A gente precisa entender que a mera alteração legislativa vai fornecer ferramentas, mas não nos dirá como vamos fazer, quem vai fazer. E me parece que a polarização política que tomou conta desse país, infelizmente, acaba prejudicando ainda mais essa integração.”

O Gakiya ainda defendeu o aumento de penas previsto no PL Antifacção e a criação de uma Autoridade Nacional Antimáfia.

Depois dele, foi a vez do diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada, que falou do trabalho de combate ao crime organizado na PF. E tentou fazer um raio-x do crime no Rio. Segundo ele, além de todos os problemas, ainda tem a questão de policiais infiltrados por lá.

“O problema do Rio de Janeiro é demanda. De cada mil fuzis, 900 vão para o Rio de Janeiro porque a questão é demanda. São várias organizações criminosas sobrepostas em atuação: contravenção pesadíssima, milícias, facções e o que o poder financeiro delas faz, de uma forma muito forte, especialmente ali, é infiltração nas forças policiais. É uma tragédia que, em qualquer operação que a gente faça, que aprofunde um pouco, a gente esbarre nessa situação.”

Ao contrário do promotor Gakiya, o diretor da PF Leandro Almada, disse que o principal problema, no Rio de Janeiro, é a contravenção. No qual há o envolvimento de autoridades, políticos e está em vários setores, como o Carnaval. E essa é uma questão que precisa ser enfrentada, enfatizou Almada.

Priscilla Mazenotti - reporter da Radio Nacional

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