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Esclerose múltipla afeta 40 mil brasileiros entre 20 e 50 anos

Redação by Redação
30 de maio de 2026
in Ultimas Noticias, Uncategorized
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Esclerose múltipla afeta 40 mil brasileiros entre 20 e 50 anos

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Uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso central. Fadiga intensa, dor e dificuldades motoras estão entre os sintomas mais comuns. Segundo a Abem, Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, a enfermidade afeta cerca de 40 mil brasileiros entre 20 e 50 anos.

A bancária Carine Ferreira, de 46 anos, é uma delas. Diagnosticada em 2017 depois de quase 20 anos sofrendo com os sintomas, atualmente faz acompanhamento médico e utiliza medicamento fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Indo de médico em médico, e cada médico dizendo que isso ia passar, que era estresse. Até que em 2017 eu fui diagnosticada. Desde então, eu faço acompanhamento regularmente. E aí, então, eu iniciei um tratamento de alta eficácia. A medicação era muito cara, ela foi fornecida pelo SUS. E sigo confiante na melhora das minhas lesões no meu cérebro e na minha medula cervical”, conta Carine.

O ator e dublador Pedro Alcântara, de 31 anos, também convive com a esclerose múltipla e mantém a esperança em sua recuperação:

“Fiquei assustado e triste, um pouco revoltado. Foi um momento muito ruim. Mas, depois de ser bem orientado pelo médico, depois de pesquisar a respeito, depois de entender melhor, eu entendi que dá para ter uma vida normal, ou pelo menos quase normal, se eu seguir o tratamento direitinho, tomar os cuidados necessários e entender que eu tenho agora algumas limitações que eu preciso respeitar”.

De acordo com o neurologista Felipe von Glehn, a doença pode se manifestar de diferentes maneiras, com evolução e intensidade variáveis:

“Os sintomas de esclerose múltipla podem ser desde uma fraqueza no braço, na perna, uma alteração da sensibilidade, uma alteração da coordenação, uma alteração da capacidade de enxergar, que demore mais do que 24 horas.”

Diagnóstico difícil

Apesar dos sintomas, não é fácil chegar a um diagnóstico, pois, segundo o neurologista, não há um teste específico que confirme a esclerose múltipla. Por isso, evidências clínicas são importantes para excluir outras doenças.

“Dados clínicos, laboratoriais, de imagem, do exame do líquor. Tudo isso sendo interpretado e excluindo outras causas é que se chega. A gente tem os critérios de McDonald, que, uma vez que são atendidos, a gente pode dar o diagnóstico de esclerose múltipla. Então, por isso que é difícil. E geralmente um especialista, um neurologista, é que tem o estudo e o treinamento para poder dar esse diagnóstico”, explica o neurologista.

Em todo o mundo, são mais de três milhões de pessoas com esclerose múltipla, doença ainda sem cura, mas com possibilidades de tratamento eficazes, avalia o médico:

“As medicações existentes, principalmente aquelas chamadas de alta eficácia, são capazes de alterar a história natural da doença. Então, por isso que hoje os pacientes têm acesso, tanto no SUS como nos convênios e privado, aos tratamentos. Na maioria dos casos, os pacientes têm uma resposta terapêutica boa, adequada. Eles só precisam voltar periodicamente para consultas, a cada três, seis meses, mas, geralmente, a maioria dos pacientes tem uma resposta positiva com os remédios disponíveis.”

Ainda de acordo com o neurologista, o tratamento contínuo é essencial para evitar novas crises e reduzir a progressão da doença.

*Com produção de Dayana Vitor

Uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso central. Fadiga intensa, dor e dificuldades motoras estão entre os sintomas mais comuns. Segundo a Abem, Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, a enfermidade afeta cerca de 40 mil brasileiros entre 20 e 50 anos.

A bancária Carine Ferreira, de 46 anos, é uma delas. Diagnosticada em 2017 depois de quase 20 anos sofrendo com os sintomas, atualmente faz acompanhamento médico e utiliza medicamento fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Indo de médico em médico, e cada médico dizendo que isso ia passar, que era estresse. Até que em 2017 eu fui diagnosticada. Desde então, eu faço acompanhamento regularmente. E aí, então, eu iniciei um tratamento de alta eficácia. A medicação era muito cara, ela foi fornecida pelo SUS. E sigo confiante na melhora das minhas lesões no meu cérebro e na minha medula cervical”, conta Carine.

O ator e dublador Pedro Alcântara, de 31 anos, também convive com a esclerose múltipla e mantém a esperança em sua recuperação:

“Fiquei assustado e triste, um pouco revoltado. Foi um momento muito ruim. Mas, depois de ser bem orientado pelo médico, depois de pesquisar a respeito, depois de entender melhor, eu entendi que dá para ter uma vida normal, ou pelo menos quase normal, se eu seguir o tratamento direitinho, tomar os cuidados necessários e entender que eu tenho agora algumas limitações que eu preciso respeitar”.

De acordo com o neurologista Felipe von Glehn, a doença pode se manifestar de diferentes maneiras, com evolução e intensidade variáveis:

“Os sintomas de esclerose múltipla podem ser desde uma fraqueza no braço, na perna, uma alteração da sensibilidade, uma alteração da coordenação, uma alteração da capacidade de enxergar, que demore mais do que 24 horas.”

Diagnóstico difícil

Apesar dos sintomas, não é fácil chegar a um diagnóstico, pois, segundo o neurologista, não há um teste específico que confirme a esclerose múltipla. Por isso, evidências clínicas são importantes para excluir outras doenças.

“Dados clínicos, laboratoriais, de imagem, do exame do líquor. Tudo isso sendo interpretado e excluindo outras causas é que se chega. A gente tem os critérios de McDonald, que, uma vez que são atendidos, a gente pode dar o diagnóstico de esclerose múltipla. Então, por isso que é difícil. E geralmente um especialista, um neurologista, é que tem o estudo e o treinamento para poder dar esse diagnóstico”, explica o neurologista.

Em todo o mundo, são mais de três milhões de pessoas com esclerose múltipla, doença ainda sem cura, mas com possibilidades de tratamento eficazes, avalia o médico:

“As medicações existentes, principalmente aquelas chamadas de alta eficácia, são capazes de alterar a história natural da doença. Então, por isso que hoje os pacientes têm acesso, tanto no SUS como nos convênios e privado, aos tratamentos. Na maioria dos casos, os pacientes têm uma resposta terapêutica boa, adequada. Eles só precisam voltar periodicamente para consultas, a cada três, seis meses, mas, geralmente, a maioria dos pacientes tem uma resposta positiva com os remédios disponíveis.”

Ainda de acordo com o neurologista, o tratamento contínuo é essencial para evitar novas crises e reduzir a progressão da doença.

*Com produção de Dayana Vitor

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